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Descrição

Baleia Vereda — Escultura em Madeira Cedro

Inspirada na personagem Baleia, do clássico Vidas Secas, de Graciliano Ramos, esta variação — Cachorro Baleia Vereda — traduz, em forma, um estado de atenção e presença silenciosa.

Com o corpo alongado e a estrutura reduzida ao essencial, a peça sugere deslocamento contínuo — como quem atravessa o tempo em silêncio, guiada apenas pela própria direção.

Há leveza nas linhas, mas também permanência:
uma presença delicada que ocupa o espaço sem impor peso.

A composição extrema das pernas alongadas e do eixo central contínuo cria uma leitura quase gráfica, aproximando a obra de uma linguagem escultórica contemporânea, onde matéria e vazio dialogam em equilíbrio.

Esculpida manualmente em cedro maciço, cada peça preserva as marcas do fazer artesanal — transformando a madeira em expressão.

Parte de uma série autoral, a obra integra uma leitura de coleção, onde cada variação revela um gesto, uma travessia e uma presença únicos.

✔ Obra original, assinada e certificada
✔ Escultura em madeira nobre (cedro maciço)
✔ Produção artesanal — cada peça é única

Altura: 8 cm
Largura: 10 cm
Profundidade: 53 cm


COLEÇÃO BALEIA

Estudos de presença no sertão

Inspirada na personagem Baleia, do romance Vidas Secas, esta coleção nasce como um exercício de síntese — uma tentativa de traduzir, em forma, aquilo que não se diz.

Baleia não é apenas uma personagem.
É presença.

No universo árido do sertão, onde a linguagem falha e a sobrevivência impõe silêncio, é ela quem sente, observa e compreende. Sua existência atravessa a narrativa com uma inteligência sensível — não racional, mas profundamente humana.

É dessa dimensão que parte esta coleção.

Cada escultura não busca representar um animal, mas capturar um estado:
um gesto contido, um deslocamento sutil, uma permanência.

As formas são depuradas.
As linhas, essenciais.
O corpo, reduzido ao necessário.

Há uma economia formal que ecoa o próprio sertão — onde tudo é essencial, e nada é excesso.

Esculpidas manualmente em cedro maciço, as peças carregam as marcas do fazer artesanal — não como ornamento, mas como verdade. Cada variação nasce do encontro entre matéria e gesto, preservando singularidade e presença.

Mais do que variações de forma, as obras constituem uma sequência de estudos:
movimento, repouso, direção, equilíbrio.

Uma coleção.

Assim, a Baleia aqui não é narrativa — é linguagem.

Não é ilustração — é síntese.

 

Não é ausência de fala —
é presença que não precisa de voz.